17 de julho de 2016

Perda de Peso: Aprendizagens do Antes e Depois

Quando comecei a minha jornada na perda de peso nunca pensei que tanta gente me acompanhasse ou sequer se interessasse sobre o assunto. Apesar de já ter abordado o tema num video anterior, agora que voltei a comer hidratos sinto que preciso de fazer um resumo da minha jornada. 

Comecei com 68,5Kgs, 40% massa gorda, tenho 1,56M e 26 anos. Resolvi arregaçar as mangas e por a mão na minha saúde em Dezembro de 2015. Deixei de comer hidratos em Janeiro de 2016. Perdi, até agora, 15 kgs.

Uma foto publicada por Ana Rita Garcia (@pinderica_blog) a


A minha opção de dieta criou muita celeuma nas pessoas que me conheciam, e até naquelas que nunca me viram na vida porque. pelos visto. comer hidratos é tão importante como respirar. Só para saberem: ainda estou viva e de boa saúde física e mental. 

A dieta que fiz, quase isenta de hidratos, é algo que não deve ser mantido permanentemente, tal qual como qualquer dieta que restrinja um outro qualquer grupo alimentar. No entanto, eu diria que 90% das pessoas não necessita da quantidade de hidratos que consome. 

E porquê deixar de comer hidratos como opção para controlar o peso? Porque os hidratos estão associados à acumulação de gordura (se houver curiosidade ver aqui o ciclo de krebs). E porque eu queria um plano alimentar que não me fizesse passar fome. Encontrei isso na dieta cetogénica. 

Não mudei só de alimentação mudei de hábitos, de vida, de rotinas.... Mudei por completo. Há um ano era incapaz de correr 1 km. Há um ano ia de carro para todo o lado. Há um ano tudo era motivo para me irritar. Há um ano qualquer coisa verde no meu prato era um erro de casting.

Neste momento tenho 52,8 Kgs, 32,4% de massa gorda, menos 15 Kgs no total.

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Hoje corro dia sim dia não. Hoje como vegetais com tudo. Hoje o gelado passou a ser pontual e não o meu jantar. Hoje não tenho dores depois de caminhar. Hoje sou mais tolerante com os outros e comigo.

Agora estou a introduzir os hidratos de carbono. Agora olho para um prato e sei ver que em 90% dos restaurantes a proporção não é a correcta entre os alimentos. Agora dou por mim a pedir salada a acompanhar um hambúrguer (que ainda como sem pão). Agora sei que afinal comer um croissant misto de manhã com um sumo de laranja não é assim tão saudável.

Foi, e continua a ser, uma jornada de aprendizagem contínua, de bom senso e especialmente de ganhar um olhar crítico sobre as ofertas nutricionais que temos ao nosso dispor. Entrar numa pastelaria perdeu encanto no entanto a frutaria passou a ser um lugar de opções infinitas.

A todas as pessoas que me contactam e pedem ajuda: eu só falo pela minha experiência. Investigem, aconselhem-se com profissionais da área e, sobretudo, tenham uma mente aberta porque a verdade é que, por mim falo, muito daquilo que achamos "saudável" só faz sentido com determinado estilo de vida. 

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