11 de março de 2017

Juno da Sunday Riley - O Óleo Milagre

Se nunca ouviram falar dos óleos da Sunday Riley é porque: a) não seguem a Caroline Hirons, e deviam; b) desconhecem os desejos de consumo internacionais de meio mundo que gosta de skincare.

Comecemos então por apresentar a própria da Sunday que é a criadora dos produtos da linha que apadrinhou com o seu próprio nome. Esta mulher, que estudou química, viu na industria da cosmética um nicho no que toca ao uso de óleos botânicos da maior qualidade para criar produtos de excelência. 

É assim que nasce a marca cujos produto estrela são na realidade quase todos. No entanto, acompanhado esta marca que se assume de alta qualidade, vem também um preço elevado. Lá fiz o sacrifício e perdi o amor a quase 100€ (yap leram bem...) e veio o Juno morar comigo. Em minha defesa, não que precise de me defender porque eu trabalho para isso, aproveitei o Goodie Bag da Cult Beauty e fiquei com produtos para testar durante 1 ano e foi a minha prenda de aniversário de mim para mim. 

Ora o que é o Juno? É um óleo, com o nome pomposo Juno Hydroactive Cellular Face Oil que basicamente é composto por vários óleos que têm funções anti oxidantes, animo-ácidos, vitamina C e que ajudam a regular a barreira hidrolipídica (esta palavra dava para fazer um jogo de shots aqui no blog).

Vamos lá então às minhas impressões sobre este gentleman:

A verdade é que quando o Juno veio cá para casa e eu o abri ainda no inicio do outono não|pude deixar de me sentir desiludida. Não que fosse um mau óleo, mas os gritantes 70£ que paguei por ele não estavam a ser compensados. 

Usei-o sozinho, com tónico, sem tónico, por camadas... de todas as formas que vos seja possivel imaginar, eu tentei, cheguei á conclusão que o Juno funciona muito bem com a minha pele, aplicado depois de agua termal, antes de deitar e apenas quando a minha pele está bem seca e desidratada. 

Quando a minha pele fica  zangada com os banhos diários no gináso, as horas de ar condicionado e as variações de frio e calor é o Juno que a apazigua e lhe devolve o brilho, hidratação, textura e elasticidade.Aí sim, é magico. 

Mas é 70£ mágico? Eu diria que o Omega 3 da Ren é menino para em grande parte encher as medidas de quem se apaixona pelo Juno. Mas é a mesma coisa? Diria que não mas na verdade o preço é bem mais simpático pelos seus 25£ e confesso-me também fã dos seus efeitos.


Para as mais curiosas, estes são os ingredientes do Juno:

Ingredientes Limnanthes Alba (Meadowfoam) Seed Oil, Brassica Oleracea Italica (Broccoli) Seed Oil, Rubus Fruticosus (Blackberry) Seed Oil, Vaccinium Macrocarpon (Cranberry) Seed Oil, Vaccinium Corymbosum (Blueberry) Seed Oil, Rubus Idaeaus (Red Raspberry) Seed Oil, Vitis Vinifera (Chardonnay Grape) Seed Oil, Daucus Carota Sativa (Carrot) Seed Oil, Nigella Sativa (Black Cumin) Seed Oil, Punica Granatum (Pomegranate) Seed Oil, Euterpe Oleracea (Acai) Fruit Oil, Sclerocarya Birrea (Marula) Kernel Oil, Tocopherol (Vitamin E)

26 de fevereiro de 2017

Zoeva Rose Gold 125 - Stippling


Reabrimos este salão oferecendo a pista ao mais recente afilhado da zoeva que adquiri faz demasiado tempo mas que na altura das fotografias era obviamente novinho, novinho. O Pincel de rosto duo fiber 125 da Zoeva na versão rose gold. Porque quando é tudo o mesmo preço e a pessoa pode escolher a modos que a pessoa escolhe aquilo que é pindérico (daí o nome de baptismo deste espaço)


Mas vamos às considerações de quem usa tal menino vai para meio ano e que tem a dizer o seguinte: A qualidade está lá não sendo suprema é bastante superior a outras marcas dentro da mesma gama de preço. Lavado e re-lavado, usado em creme e em pós continua duo fiber e não há cerdas a cometerem suicídios em grupo. 

No entanto cabe-me a mim confessar que teria sido mais feliz com o irmão mais pequeno, o 122. Isto porque o 125 é demasiado grande para blush (ou a minha cara demasiado pequena) e prefiro o real techniques duo fiber face brush com o qual partilha a disputa pelo bronzer e/ou eventual pó pós base (raro e apenas visto no verão, quando o calor não perdoa)


Posto isto, é mau? Não, claro que não, mas enche-me demasiado as medidas, talvez coisa mais maneirinha ter-me-ia deixando mais satisfeita com a compra. Mas uma coisa vos garanto, que é bonito de ver, lá isso é!

24 de fevereiro de 2017

Solavancos

Não consigo deixar de notar que existe um padrão neste blog que são os solavancos. Escrever aqui muitas vezes resume-se a solavancos de inspiração. Há vezes que dá vontade e outras nem por isso...

Agora a vontade está a voltar, por isso vamos ver no que dá.

Note to self: não fazer promessas sobre regularidade, eventualmente serão quebradas. 

16 de novembro de 2016

Balkis - Diva Crime Matte da Nabla

Confesso já aqui que os primeiros produtos que conheci da Nabla foram os batons. No entanto nunca os tinha visto ao vivo, apenas os namorava pelo site da marca. A cor de eleição é o paloma, que está SEMPRE, esgotado e por isso nunca arranquei para fazer uma compra.




Numa daquelas fantasticas tarde em que a Kitchen Boutique resolve fazer os seus cocktails (que rega com um promoção de -20% em toda a loja)  perdi a cabeça,virei-me para os batons da Nabla, e abracei a cor Balkis como quem recebe o Outono, que se tarda a sentir de forma permante por estas terras.

O nome desta cor deixou-me intrigada. Balkis é o nome que consta no Corão da Rainha Sheba (ou Sabá) que, reza a lenda, visitou o Rei Salomão e que pôs à prova a sua sapiencia com algumas adivinhas
 
A cor é um neutro rosa velho em tudo semelhante ao famoso Lolita II da Kat Von D, vejam aqui. A formula é cremosa, extremamente pigmentada e opaca, com uma durabilidade surpreendente para um batom "não-mate".
 
A embalagem é um cinza chumbo, espelhado, muito elegante. O batom é do tamanho do meu polegar, apesar de conter 4.2gr, bem mais do que as 3 gr dos batons MAC.
 
Sinceramente fiquei tão bem impressionada com este batom que as proximas aquisições serão sem dúvida Nabla.
 




4 de setembro de 2016

Modern Renaissance ABH

A Anastasia Beverly Hills é daquelas marca que nunca me desilude. Apesar de ainda não ter tido a oportunidade de testar todo o tipo de produtos a verdade é que nas sobrancelhas e nas sombras tudo o que já usei me deixou extremamente bem impressionada.

Aprecio a marca não só pela qualidade mas também porque não criam especulação sobre os seus produtos, fazem lançamentos com frequência e com stock suficiente para que não haja o pânico consumista de ser edição limitada e acabar. 

Quando vi a foto da Modern Renaissance no instagram da marca pensei automaticamente que me iria desgraçar. Confesso que, no dia seguinte, quando revelaram o interior, fiquei desiludida. A ABH usualmente lança paletas com conjugações de cores inovadoras e, uma paleta de tons quentes como a Modern Renaissance, inicialmente deixou-me de pé atrás.



Fui acompanhado as fotos publicadas pela marca no instagram e comecei a perceber que esta seria uma paleta diferente: vocacionada para os laranjas, ocre e rosa com apontamentos neutros. Quando fiz a minha primeira abordagem para a adquirir fiquei desiludida porque o preço era superior à Self Made. Passamos de 32£ para 41£  por 14 sombras. A quantidade de produto também é ligeiramente inferior, menos 0.2gr em cada sombra. 

No entanto a Cult Beauty tem sempre uma maneira de me apanhar na curva. No final de Junho celebraram o aniversário do site e conjugaram portes grátis com 15% de desconto. Não resisti e veio a Modern Renaissance morar comigo (juntamente com o gel de sobrancelhas na cor caramel).

Quando a abri de facto achei que as cores são em tudo diferentes de todas as que tenho. Adoro que a maioria da paleta seja composta por sombras mate (rockar um olho laranja metálico não é fácil) e que as cores metálicas sejam as mais claras para dar um apontamento de luz.
A acompanhar a paleta vem o já costumeiro pincel de dois lados, que apesar de não ser bestial é coisa que dá para o gasto e já me desenrascou em algumas situações complicadas.

Então temos da esquerda para a direita, na fila superior:

Tempera - Bege acetinado com subtom quente, bom para iluminar a sobrancelha
Golden Ochre - Um tom de areia mate. Bege mas mais "torrado"
Vermeer - Creme de subtom champanhe. Metalico
Buon Fresco - Lilás de base acinzentada
Antique Bronze - Bronze ligueiramente perolado com glitter
Love Letter -  Rosa choque, não há outra forma de descrever!
Cyprus Umber - Castanho Chocolate

E na fila inferior, pela mesma ordem
Raw Siena - Castanho médio de base quente
Burnt Orange - Laranja escuro
Primavera - Ouro claro metalizado
Red Ochre - Vermelho ocre com subtom roxo.
Venetian Red - Rosa de subtom roxo
Warm Taupe -  indescritivel, um toupeira quente 
Realgar - Laranja intenso e profundo com base acastanhada. 

A qualidade das sombras é, na minha opinião, do melhor que há no mercado. Uma pigmentação fora de série, sombras mate muito intensas e fáceis de trabalhar, aplicar e esfumar. 

É uma paleta verdadeiramente diferente de tudo o que há no mercado e daquilo que possuo. Levou-me mais além no que toca a usar a minha imaginação para me maquilhar (que as 7h30 da manhã não é grande coisa).


29 de julho de 2016

O que me irrita - "Ah e tal os químicos"

Sinceramente há dias em que tanta parvoíce me passa pela vista que não consigo evitar partilhar os disparates que leio. Este meu acto deve-se essencialmente a dois factores: por um lado preciso de saber e confirmar que ainda não foi desta que perdi a noção do real e que efectivamente aquilo não faz sentido e, por outro lado, fazer com que quem me lê reflicta também sobre a "informação" que nos é impingida. 

Serve o introito para o seguinte: mais do que muitas vezes leio em revistas, sites e até em alguns comentários pessoas que não usam "químicos". A minha questão é: o que é químico? Qual o conceito de químico?

Vamos por partes, e aqui posso ir fora de pé porque a minha área até é humanidades, mas para mim químico é tudo! E vamos pelo exemplo básico, a água. A natureza dá-nos a água certo? É "químico"? Sim, na realidade são moléculas de oxigénio e hidrogénio logo é uma substancia que resulta de uma reacção química.

Então vamos ser menos radicais: Químico é tudo aquilo criado pelo homem, tudo aquilo que a natureza não nos dá. Então mas se assim é o petróleo e os seu derivados também não são químicos. Porque ninguém cria petróleo num laboratório, certo?

O problema dos "não químicos" é que gostam de escolher o que lhes dá jeito. Ora é químico, era não é, consoante o preconceito (conceito pré estabelecido) daquilo que se deve, ou não, usar. 

E assim sendo, meus queridos leitores, tudo é químico. Deixem-se de estórias da carochinha e falsos alarmismos criados por revistas que tê patrocínios de marcas "orgânicas" (o orgânico também dava para uma reflexão gira). Tudo é químico, incluindo o ser humano, por isso quando se quiserem basear num argumento para comprar ou não um produto, escolham outro.

O químico não pega.

17 de julho de 2016

Perda de Peso: Aprendizagens do Antes e Depois

Quando comecei a minha jornada na perda de peso nunca pensei que tanta gente me acompanhasse ou sequer se interessasse sobre o assunto. Apesar de já ter abordado o tema num video anterior, agora que voltei a comer hidratos sinto que preciso de fazer um resumo da minha jornada. 

Comecei com 68,5Kgs, 40% massa gorda, tenho 1,56M e 26 anos. Resolvi arregaçar as mangas e por a mão na minha saúde em Dezembro de 2015. Deixei de comer hidratos em Janeiro de 2016. Perdi, até agora, 15 kgs.

Uma foto publicada por Ana Rita Garcia (@pinderica_blog) a


A minha opção de dieta criou muita celeuma nas pessoas que me conheciam, e até naquelas que nunca me viram na vida porque. pelos visto. comer hidratos é tão importante como respirar. Só para saberem: ainda estou viva e de boa saúde física e mental. 

A dieta que fiz, quase isenta de hidratos, é algo que não deve ser mantido permanentemente, tal qual como qualquer dieta que restrinja um outro qualquer grupo alimentar. No entanto, eu diria que 90% das pessoas não necessita da quantidade de hidratos que consome. 

E porquê deixar de comer hidratos como opção para controlar o peso? Porque os hidratos estão associados à acumulação de gordura (se houver curiosidade ver aqui o ciclo de krebs). E porque eu queria um plano alimentar que não me fizesse passar fome. Encontrei isso na dieta cetogénica. 

Não mudei só de alimentação mudei de hábitos, de vida, de rotinas.... Mudei por completo. Há um ano era incapaz de correr 1 km. Há um ano ia de carro para todo o lado. Há um ano tudo era motivo para me irritar. Há um ano qualquer coisa verde no meu prato era um erro de casting.

Neste momento tenho 52,8 Kgs, 32,4% de massa gorda, menos 15 Kgs no total.

Uma foto publicada por Ana Rita Garcia (@pinderica_blog) a


Hoje corro dia sim dia não. Hoje como vegetais com tudo. Hoje o gelado passou a ser pontual e não o meu jantar. Hoje não tenho dores depois de caminhar. Hoje sou mais tolerante com os outros e comigo.

Agora estou a introduzir os hidratos de carbono. Agora olho para um prato e sei ver que em 90% dos restaurantes a proporção não é a correcta entre os alimentos. Agora dou por mim a pedir salada a acompanhar um hambúrguer (que ainda como sem pão). Agora sei que afinal comer um croissant misto de manhã com um sumo de laranja não é assim tão saudável.

Foi, e continua a ser, uma jornada de aprendizagem contínua, de bom senso e especialmente de ganhar um olhar crítico sobre as ofertas nutricionais que temos ao nosso dispor. Entrar numa pastelaria perdeu encanto no entanto a frutaria passou a ser um lugar de opções infinitas.

A todas as pessoas que me contactam e pedem ajuda: eu só falo pela minha experiência. Investigem, aconselhem-se com profissionais da área e, sobretudo, tenham uma mente aberta porque a verdade é que, por mim falo, muito daquilo que achamos "saudável" só faz sentido com determinado estilo de vida. 

Notas

Aqui escreve-se ao abrigo do antigo acordo ortográfico.

Contacto: pinderiquicespindericas@gmail.com

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