11 de maio de 2017

Terras de Bouro

Se a vossa cena é o contacto com a natureza o gerês é um local mágico. Nesta pascoa passei por lá 3 dias e perdi-me entre trilhos, gentes e até cães! Em todo o lado brota água e fora dos trilhos há ainda mais para descobrir por isso trago-vos algumas fotografias do "meu gerês". 

Abrimos as hostilidades da forma mais humilde que conseguimos e depois de 5h de viagem de carro e outras 8h de sono começamos na Ermida uma caminhada de 8h, cerca de kilometros que nos levaria a conhecer alguns dos locais mais bonitos e mais ermos que o parque natural tem para oferecer.





O trilho está marcado e é fácil de seguir, no entanto exige alguma preparação física para ser feito na integra.  Apesar de nos termos guiado pelo PR14 não resistimos a algumas inevitáveis explorações paralelas. Começamos na Ermida, onde estávamos alojados e fomos acompanhados pelos melhores guias da serra o branco e o amarelo (super imaginativa, eu sei) que nos levaram directamente às cascatas do arado, provavelmente um dos pontos turísticos mais emblemáticos de Terras de Bouro.

Deixando os amigos de 4 patas resolvemos explorar o rio arado e subimos cascata a cima em busca de piscinas naturais, e piscinas encontramos, apesar de absolutamente geladas. 
Quando nos afastamos dos trilhos e pontos turísticos regressamos a um mergulho absoluto na paz de uma natureza tão inexplorada que nos faz apelar a que as estradas do gerês nunca melhorem e os trilhos sejam mantidos em segredo.

Retomamos ao trilho que agora se preenche de currais que ainda hoje são utilizados, verdadeiras clareiras de civilização quase rudimentar onde os pastores retomam forças para descer de novo às aldeias. Prosseguimos o trilho e cada vez mais a civilização fica para trás, nem pessoas, nem carros, nem som... nem mesmo o som do infernal sino que nos acordava de meia em meia hora a partir das 6 da manhã. 



Abandonamos a serra e a sua paisagem verdejante e começamos a descer, descer descer.... 1h a descer em terra batida, provavelmente a parte mais dura do trilho, chegamos ao fim da descida com os joelhos em fogo.


Chegamos ao alcatrão, vimos pessoas, carros e em Fradelos voltamos à floresta ainda faltava a ponte das Relvas um verdadeiro paraíso verdejante e abandonado voltámos ao ponto de partida 8 horas de depois de barriga vazia mas coração cheio. 

No dia seguinte resolvemos que iríamos ter um dia mais calmo de caminhadas. Seguimos para a vila do gerês à procura de informações de outros locais a explorar mas a verdade é que o fim de semana de pascoa não abonou a nosso favor. Fomos à cascata da portela do homem e novamente resolvemos subir e explorar o Rio Homem, encontrámos várias piscinas naturais pelo caminho e resolvemos apreciar a paisagem evolvidos pela natureza. 


Rumamos depois a Torneros, em Xerês (sim porque os espanhois tinham de lhe dar outro nome) onde o rio caldo é desviado para uma piscina de agua quente e onde é possivel no rio fazer uma mistura de aguas e banhos  

Retomamos à vila, disputámos posta mirandesa e fomos explorar a fecha de barbas, passando pelo caminho pelo miradouro da Pedra Bela.




 E sim, a cascata do "Tahiti" chama-se fecha de barbas. É um espectáculo maravilhoso, uma sucessão de queda de agua alucinante que tivemos de conquistar por um trilho improvisado usado pelos mais jovens (ou em boa forma física) para descer até ao fim das cascatas e apreciar a lagoa de areia branca que lá se forma. 

Retomámos a vila de barriga vazia, que preenchemos com uma deliciosa chanfana de javali e que nos deu novo alento para voltar ao quarto. 



No ultimo dia rumamos às 7 lagoas onde aceitamos o desafio de um pastor no Xertelo de seguir as tubagens de água e não o "estradão" seguindo as mariola pelo caminho. Fomos tão literais a seguir a agua que perdemos o rumo, salvos pelo GPS atravessamos uma encosta ardida e retomamos ao trilho improvisado. Quando chegamos às lagoas confesso que não estava à espera de ver pessoas mas a verdade é que era domingo de pascoa e as gentes daquelas terras possuem jipes, foi o meu unico banho de lagoa em terras de bouro e ainda assim.... é fria!






O regresso foi sem sobressaltos e conseguimos fazer o caminho de volta num recorde de 56 minutos, abandonamos o parque nacional em rumo à Ponte Mizarela, conhecida como ponte do diabo, em Ferral.

Este é um lugar que respira historia, onde foram travadas batalhas, invasões, onde eram feitos ritos pagãos de fertilidade e onde está uma ponte com 13 metros de vão que só pode ter sido erguida pelo diabo tal é a sua imponencia. 

Ao lado uma cascata e campos verdes compõe o quadro de um sitio muito bonito e bastante bem preservado graças aos miradouros que a rodeiam.



Depois de tanto passeio foi voltar par ao carro rumar a sul, obviamente parando para uma francesinha, e aceitar que vivemos numa selva de betão e que aqui não há aquele silencio da natureza.

31 de março de 2017

Finalmente Narciso!

Eu sou aquela pessoa que se esquece constantemente de por perfume. No entanto gosto imenso de perfumes, apesar de ter poucos, e sinto que cada vez mais me estou a tornar uma "perfume-snob" e os meus gostos relativamente a fragrâncias têm vindo a mudar.

Sou, e creio que sempre serei, pessoa de cheiros almiscarados e fortes, apesar de dar por mim a gostar de alguns com notas florais. Quando comecei a usar perfume mais a sério a minha eleição era o Angel. Hoje não o consigo usar. É demasiado.

Há algum tempo  recebi a amostra do Narciso Rodriguez Eau de Parfum que, juntamente com o Elie Saab Eau Parfum, passaram a ser o meu SOS de perfume que viajava comigo para todo o lado. Quanto mais o usava mais gostava dele e como se comporta na minha pele. O cheiro amadeirado, almiscarado, com notas florais e "poudré" caiam-me que nem uma luva.

Desde o Natal que andava de olho nele, e apesar de ter investido no Tea for Two da L'Artisan Perfumeur, ainda andava em busca de um cheiro mais "aberto" para o verão.

 Foi nos saldos da Sephora que encontrei o Kit de 50 mL e Loção Corporal 75mL (mais um brinde de uma carteira que sinceramente não espero dar uso) pelo preço dos 30 mL, 55€. Curiosamente comprei-o no dia seguinte a ter gravado o meu video de acabados e ter referido em jeito de dica que "alguém" mo podia oferecer. Eu ofereci-o a mim mesma. 

Finalmente o Narciso mora comigo! 

11 de março de 2017

Juno da Sunday Riley - O Óleo Milagre

Se nunca ouviram falar dos óleos da Sunday Riley é porque: a) não seguem a Caroline Hirons, e deviam; b) desconhecem os desejos de consumo internacionais de meio mundo que gosta de skincare.

Comecemos então por apresentar a própria da Sunday que é a criadora dos produtos da linha que apadrinhou com o seu próprio nome. Esta mulher, que estudou química, viu na industria da cosmética um nicho no que toca ao uso de óleos botânicos da maior qualidade para criar produtos de excelência. 

É assim que nasce a marca cujos produto estrela são na realidade quase todos. No entanto, acompanhado esta marca que se assume de alta qualidade, vem também um preço elevado. Lá fiz o sacrifício e perdi o amor a quase 100€ (yap leram bem...) e veio o Juno morar comigo. Em minha defesa, não que precise de me defender porque eu trabalho para isso, aproveitei o Goodie Bag da Cult Beauty e fiquei com produtos para testar durante 1 ano e foi a minha prenda de aniversário de mim para mim. 

Ora o que é o Juno? É um óleo, com o nome pomposo Juno Hydroactive Cellular Face Oil que basicamente é composto por vários óleos que têm funções anti oxidantes, animo-ácidos, vitamina C e que ajudam a regular a barreira hidrolipídica (esta palavra dava para fazer um jogo de shots aqui no blog).

Vamos lá então às minhas impressões sobre este gentleman:

A verdade é que quando o Juno veio cá para casa e eu o abri ainda no inicio do outono não|pude deixar de me sentir desiludida. Não que fosse um mau óleo, mas os gritantes 70£ que paguei por ele não estavam a ser compensados. 

Usei-o sozinho, com tónico, sem tónico, por camadas... de todas as formas que vos seja possivel imaginar, eu tentei, cheguei á conclusão que o Juno funciona muito bem com a minha pele, aplicado depois de agua termal, antes de deitar e apenas quando a minha pele está bem seca e desidratada. 

Quando a minha pele fica  zangada com os banhos diários no gináso, as horas de ar condicionado e as variações de frio e calor é o Juno que a apazigua e lhe devolve o brilho, hidratação, textura e elasticidade.Aí sim, é magico. 

Mas é 70£ mágico? Eu diria que o Omega 3 da Ren é menino para em grande parte encher as medidas de quem se apaixona pelo Juno. Mas é a mesma coisa? Diria que não mas na verdade o preço é bem mais simpático pelos seus 25£ e confesso-me também fã dos seus efeitos.


Para as mais curiosas, estes são os ingredientes do Juno:

Ingredientes Limnanthes Alba (Meadowfoam) Seed Oil, Brassica Oleracea Italica (Broccoli) Seed Oil, Rubus Fruticosus (Blackberry) Seed Oil, Vaccinium Macrocarpon (Cranberry) Seed Oil, Vaccinium Corymbosum (Blueberry) Seed Oil, Rubus Idaeaus (Red Raspberry) Seed Oil, Vitis Vinifera (Chardonnay Grape) Seed Oil, Daucus Carota Sativa (Carrot) Seed Oil, Nigella Sativa (Black Cumin) Seed Oil, Punica Granatum (Pomegranate) Seed Oil, Euterpe Oleracea (Acai) Fruit Oil, Sclerocarya Birrea (Marula) Kernel Oil, Tocopherol (Vitamin E)

26 de fevereiro de 2017

Zoeva Rose Gold 125 - Stippling


Reabrimos este salão oferecendo a pista ao mais recente afilhado da zoeva que adquiri faz demasiado tempo mas que na altura das fotografias era obviamente novinho, novinho. O Pincel de rosto duo fiber 125 da Zoeva na versão rose gold. Porque quando é tudo o mesmo preço e a pessoa pode escolher a modos que a pessoa escolhe aquilo que é pindérico (daí o nome de baptismo deste espaço)


Mas vamos às considerações de quem usa tal menino vai para meio ano e que tem a dizer o seguinte: A qualidade está lá não sendo suprema é bastante superior a outras marcas dentro da mesma gama de preço. Lavado e re-lavado, usado em creme e em pós continua duo fiber e não há cerdas a cometerem suicídios em grupo. 

No entanto cabe-me a mim confessar que teria sido mais feliz com o irmão mais pequeno, o 122. Isto porque o 125 é demasiado grande para blush (ou a minha cara demasiado pequena) e prefiro o real techniques duo fiber face brush com o qual partilha a disputa pelo bronzer e/ou eventual pó pós base (raro e apenas visto no verão, quando o calor não perdoa)


Posto isto, é mau? Não, claro que não, mas enche-me demasiado as medidas, talvez coisa mais maneirinha ter-me-ia deixando mais satisfeita com a compra. Mas uma coisa vos garanto, que é bonito de ver, lá isso é!

24 de fevereiro de 2017

Solavancos

Não consigo deixar de notar que existe um padrão neste blog que são os solavancos. Escrever aqui muitas vezes resume-se a solavancos de inspiração. Há vezes que dá vontade e outras nem por isso...

Agora a vontade está a voltar, por isso vamos ver no que dá.

Note to self: não fazer promessas sobre regularidade, eventualmente serão quebradas. 

16 de novembro de 2016

Balkis - Diva Crime Matte da Nabla

Confesso já aqui que os primeiros produtos que conheci da Nabla foram os batons. No entanto nunca os tinha visto ao vivo, apenas os namorava pelo site da marca. A cor de eleição é o paloma, que está SEMPRE, esgotado e por isso nunca arranquei para fazer uma compra.




Numa daquelas fantasticas tarde em que a Kitchen Boutique resolve fazer os seus cocktails (que rega com um promoção de -20% em toda a loja)  perdi a cabeça,virei-me para os batons da Nabla, e abracei a cor Balkis como quem recebe o Outono, que se tarda a sentir de forma permante por estas terras.

O nome desta cor deixou-me intrigada. Balkis é o nome que consta no Corão da Rainha Sheba (ou Sabá) que, reza a lenda, visitou o Rei Salomão e que pôs à prova a sua sapiencia com algumas adivinhas
 
A cor é um neutro rosa velho em tudo semelhante ao famoso Lolita II da Kat Von D, vejam aqui. A formula é cremosa, extremamente pigmentada e opaca, com uma durabilidade surpreendente para um batom "não-mate".
 
A embalagem é um cinza chumbo, espelhado, muito elegante. O batom é do tamanho do meu polegar, apesar de conter 4.2gr, bem mais do que as 3 gr dos batons MAC.
 
Sinceramente fiquei tão bem impressionada com este batom que as proximas aquisições serão sem dúvida Nabla.
 




4 de setembro de 2016

Modern Renaissance ABH

A Anastasia Beverly Hills é daquelas marca que nunca me desilude. Apesar de ainda não ter tido a oportunidade de testar todo o tipo de produtos a verdade é que nas sobrancelhas e nas sombras tudo o que já usei me deixou extremamente bem impressionada.

Aprecio a marca não só pela qualidade mas também porque não criam especulação sobre os seus produtos, fazem lançamentos com frequência e com stock suficiente para que não haja o pânico consumista de ser edição limitada e acabar. 

Quando vi a foto da Modern Renaissance no instagram da marca pensei automaticamente que me iria desgraçar. Confesso que, no dia seguinte, quando revelaram o interior, fiquei desiludida. A ABH usualmente lança paletas com conjugações de cores inovadoras e, uma paleta de tons quentes como a Modern Renaissance, inicialmente deixou-me de pé atrás.



Fui acompanhado as fotos publicadas pela marca no instagram e comecei a perceber que esta seria uma paleta diferente: vocacionada para os laranjas, ocre e rosa com apontamentos neutros. Quando fiz a minha primeira abordagem para a adquirir fiquei desiludida porque o preço era superior à Self Made. Passamos de 32£ para 41£  por 14 sombras. A quantidade de produto também é ligeiramente inferior, menos 0.2gr em cada sombra. 

No entanto a Cult Beauty tem sempre uma maneira de me apanhar na curva. No final de Junho celebraram o aniversário do site e conjugaram portes grátis com 15% de desconto. Não resisti e veio a Modern Renaissance morar comigo (juntamente com o gel de sobrancelhas na cor caramel).

Quando a abri de facto achei que as cores são em tudo diferentes de todas as que tenho. Adoro que a maioria da paleta seja composta por sombras mate (rockar um olho laranja metálico não é fácil) e que as cores metálicas sejam as mais claras para dar um apontamento de luz.
A acompanhar a paleta vem o já costumeiro pincel de dois lados, que apesar de não ser bestial é coisa que dá para o gasto e já me desenrascou em algumas situações complicadas.

Então temos da esquerda para a direita, na fila superior:

Tempera - Bege acetinado com subtom quente, bom para iluminar a sobrancelha
Golden Ochre - Um tom de areia mate. Bege mas mais "torrado"
Vermeer - Creme de subtom champanhe. Metalico
Buon Fresco - Lilás de base acinzentada
Antique Bronze - Bronze ligueiramente perolado com glitter
Love Letter -  Rosa choque, não há outra forma de descrever!
Cyprus Umber - Castanho Chocolate

E na fila inferior, pela mesma ordem
Raw Siena - Castanho médio de base quente
Burnt Orange - Laranja escuro
Primavera - Ouro claro metalizado
Red Ochre - Vermelho ocre com subtom roxo.
Venetian Red - Rosa de subtom roxo
Warm Taupe -  indescritivel, um toupeira quente 
Realgar - Laranja intenso e profundo com base acastanhada. 

A qualidade das sombras é, na minha opinião, do melhor que há no mercado. Uma pigmentação fora de série, sombras mate muito intensas e fáceis de trabalhar, aplicar e esfumar. 

É uma paleta verdadeiramente diferente de tudo o que há no mercado e daquilo que possuo. Levou-me mais além no que toca a usar a minha imaginação para me maquilhar (que as 7h30 da manhã não é grande coisa).


Notas

Aqui escreve-se ao abrigo do antigo acordo ortográfico.

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